Co-comissariado por António Mega Ferreira e António Manuel Pinto, o projecto de Arte Pública da EXPO ’98 salienta-se como um dos mais relevantes núcleos na cidade de Lisboa, reunindo não só reconhecidos criadores internacionais, como prestigiados autores nacionais, nalguns casos de escassa ou mesmo nula representação na malha urbana da Capital. Tal programa concretiza-se numa dupla linha de actuação relativamente à dimensionalidade das intervenções – tridimensionalmente na escultura urbana que nomearemos com predominância nesta proposta de itinerário; bidimensionalmente em registos como os revestimentos, os murais e os pavimentos, campo apontado em minoria, mas no qual importa destacar certos trabalhos em calçada, nomeadamente as intervenções de Fernando Conduto no Rossio dos Olivais, de Pedro Proença no Cais dos Argonautas, de Xana no Cais Português, de Rigo na Alameda dos Oceanos, que servem por vezes como elo de ligação no percurso entre algumas das peças referenciadas. Por outro lado, relevamos ainda nesta sugestão de trajecto no actual Parque das Nações, o edifício do Oceanário, do risco de Peter Chermayeff, uma das mais emblemáticas obras da Exposição Mundial, presentemente em vias de classificação como Imóvel de Interesse Municipal.