Câmara Municipal de Lisboa:
Pesquisar neste site: 
Edifício da Avenida Defensores de Chaves, 27
Palácio Anadia 
Palácio Anadia 
Em vias de classificação 
Palácio Anadia  - Séc. XVII / Séc. XVIII / Séc. XX 
Rua Silva Carvalho, 347, Junta de Freguesia de Santa Isabel 

Edifício de planta longitudinal que se compõe através da articulação de três corpos rectangulares, tendo ao centro escadaria e a respectiva entrada nobre efectuada através de portal neoclássico coroado por tímpano triangular com a pedra de armas dos Sás-Anadias. Este corpo central, antigo acesso ao átrio primitivo, encimado por uma janela de sacada que dá acesso a uma varanda de curva larga, guarnecida por grade em ferro forjado de finais de setecentos, constitui o elemento de maior interesse arquitectónico do conjunto das fachadas do Palácio Anadia. No conjunto dos interiores, é possível apercebermo-nos das duas principais épocas construtivas. Assim no núcleo seiscentista assiste-se, no piso térreo, a uma compartimentação mais fechada de tipologia pré-pombalina, com recurso a alguns silhares de azulejo da época. Do conjunto de salas, destacamos a Sala de Bilhar, com um programa decorativo novecentista, com um interessante trabalho em estuque policromo com brasão de armas da família ao centro, e guarnições na sanca, ostentando escudos com brasões dos vários ramos dos Anadias. Norberto de Araújo refere que esta sala foi decorada na campanha de obras levadas a cabo pelo 1º Conde de Alferrarede (1884). Da ala Poente construída na referida campanha de obras levadas a cabo em 1884, (de que existe o projecto no processo de obra municipal n.º 3060), destaco o interessante conjunto formado pela escadaria de acesso ao primeiro piso, e respectivo vestíbulo resguardado por portas guarnecidas com vidros foscos decorados. Ao nível desse primeiro piso a galeria resguardada com balaustrada em madeira, constitui o ponto de encontro da zona social desta ala do palácio.

A referida galeria, terá ostentado, no local onde hoje se encontram pinturas murais com representação das armas da família duas magníficas telas da autoria de Domingos António Sequeira e de Vieira Portuense. É nesta ala do Palácio que se localiza a capela deste conjunto nobre. De planta rectangular com coro e em duplo pé-direito, foi construída igualmente no Século XIX, com elementos da anterior capela de São João dos Bem Casados, nomeadamente a porta de acesso do exterior, com a data de 1689, o altar em talha e as guardas em madeira entalhada e policroma, que protegem o coro e o altar. O altar-mór decorado com marmoreado a verde e dourados, com retábulo datável de finais do Século XVIII, representando um casamento místico, constitui um conjunto de grande valor patrimonial, não obstante a reduzida área em que se encontra implantado, fruto da adaptação efectuada aquando da construção da actual capela.

Ainda relativamente à capela, está bem documentado o seu percurso, desde a sua origem, no ano de 1581 (Norberto Araújo, Peregrinações em Lisboa) em que foi ermida da invocação de Nossa Senhora da Boa Sentença e de São João Baptista (esta invocação encontra-se patente sob a forma do cordeiro místico, no trabalho de estuque no tecto da capela, e nas sanefas em talha dourada) Para corrigir o alinhamento da rua a ermida viria a ser demolida em 1884, e o seu recheio integrado, como já referido, na Capela do Palácio Anadia.

Acessos:
Carris - Autocarros - 74, 701, 709 | Eléctrico - 25 e 28
Imóveis Relacionados
© 2008 Câmara Municipal de Lisboa
União Europeia - FEDER
POS_Conhecimento
Câmara Municipal de Lisboa