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Edifício na Avenida da República, n.º 23
Edifício da Quinta dos Lilases e Parque das Quintas das Conchas e dos Lilases 
Edifício da Quinta dos Lilases e Parque das Conchas  
Em vias de classificação 
Edifício da Quinta dos Lilases e Parque das Quintas das Conchas e dos Lilases  - 1916 
Alameda das Linhas de Torres, n.º 198/200, Lisboa / Lumiar 
Autores:
Manuel Chibante (pedreiro)

O edifício integrado num espaço amplo e funcional apresentava em 1902 todo um conjunto de equipamentos característicos das quintas de recreio / agrícola: cocheira, cavalariças, capoeiras e vacarias, celeiros, estufa, lagos, casa para caseiros, hortas e mata.

A fachada principal do imóvel desenvolve-se em cinco corpos, separados por pilastras em cantaria, sendo o central mais elevado e coroado com frontão no qual se abre um pequeno óculo. No corpo central, a porta principal de verga curva encontra-se ladeada por duas janelas de peito com emolduramentos em cantaria e gradeamento. O andar nobre é marcado por 3 janelas de sacada com grande varanda em ferro fundido, enquanto no 2º andar surgem janelas laterais de peito e uma central de sacada. De ambos os lados deste corpo central, um outro corpo, ligeiramente mais baixo, apresentando uma janela em cada piso. O conjunto é rematado por um outro bloco de cada um dos lados, com cobertura em terraço, curiosamente coroado por cimalha com plintos sobre os quais assentam esferas e merlões escalonados.

O edifício de cariz romântico, apresenta uma simetria rigorosa na sua fachada virada á Alameda das Linhas de Torres, sendo o seu revestimento de azulejo de fabrico industrial, num interessante tom verde – água, que contrasta com o branco dos elementos em cantaria e do reboco.

Na parte traseira do imóvel, destaca-se a intervenção do arquitecto Norte Júnior, que em 1916 realizou um curiosa galeria em ferro que, ao nível do 1º andar, une o corpo principal da habitação ao que terá sido um jardim de Inverno ou estufa.

No jardim um lago de formas curvilíneas apresenta ao centro duas pequenas ilhas arborizadas com a forma das ilhas de São Tomé e Príncipe, numa ilusão ás colónias onde Francisco Mantero fizera fortuna. Ladeiam o lago quatro pavilhões em ferro destinados originalmente um para merendas, outro para ginásio, um com baloiço e um com poço para mergulhos.

Estamos perante um exemplar de arquitectura civil residencial característica de finais do século XIX, marcada pelo ecletismo de formas, por um lado de inspiração clássica, quanto à organização simétrica da fachada principal com o seu frontão, por outro algo arabizante no tratamento do coroamento dos terraços laterais. De salientar estarem atribuídas algumas autorias das intervenções, nomeadamente ao pedreiro Manuel Chibante responsável pelo referido coroamento de plintos, merlões e esferas dos corpos laterais, assim como ao arquitecto Norte Júnior, responsável pela galeria em ferro.

No edifício da quinta, propriedade municipal, encontra-se hoje sedeada a Academia Portuguesa da História e na zona envolvente o Parque das Quintas das Conchas e dos Lilases, que constitui o 3º maior espaço verde da cidade de Lisboa depois de Monsanto e do Parque da Bela Vista.

Acessos:
Carris – Autocarros - 7, 36, 47, 106, 108, 701
Metro – Linha Amarela - Quinta das Conchas
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