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Edifício da Avenida Defensores de Chaves, 27
Casa Museu João da Silva, Rua Tenente Raul Cascais 11/11ª 
 
Em vias de classificação 
Casa Museu João da Silva, Rua Tenente Raul Cascais 11/11ª  -  
Rua Tenente Raul de Cascais, 11/11ª - Lisboa / S. Mamede 
Autores:
Co-autoria de Ligier/Peige segundo instruções do Mestre João da Silva

Prédio de habitação unifamiliar, tendo servido como Casa – Atelier do escultor João da Silva com 2 edifícios de planta em rectangular com pátio central, a Este apresenta uma frontaria com várias janelas entre as quais um nicho tendo do lado esquerdo o portão de entrada com porta central e encimado pelas letras “J. da S.” No lado Sul possui um jardim ao centro e uma zona envolvente, estando à esquerda a entrada no Museu, constituída por quatro colunas e ao centro a porta em “meia-lua” da galeria, com quatro degraus de acesso. À direita situa-se a zona de acesso ao 1º andar do imóvel. O jardim possui no centro um lago octogonal. No 1.º andar existe um painel de azulejos com a data de 1938 da autoria do artista, representando a figura de Minerva na base de duas colunas, e ao centro incrito o lema “SPRETAE INJURIAE FORMAE” pintado por Conceição e Silva.” O edifício, cuja época de construção data do ano de 1938, é da co-autoria de Ligier/Peige segundo instruções do Mestre. Apresenta característyicas estilísticas de influência Bauhaus tardio, acrescidas de eventuais influências maçónicas. No piso do jardim está desenhado, em calçada português, o quadrado, o círculo e o rectângulo, “três da principais figuras geométricas da secção áurea”. O lago central em forma octogonal com as 4 forças da natureza alternadas com os respectivos deuses. Os quatro degraus de acesso à Galeria significarão de novo as 4 forças da natureza, “…que elevam o iluminado ao Templo”. Na parede, o painel de azulejo que sobreposto com o seu formato no próprio jardim faz coincidir o lampião na porta da galeria. As quatro colunas de entrada na casa e que dão acesso ao Atelier são feitas em tamanho natural. O edifício apresenta azulejos e ferrajens nas portas todas originais e da autoria do Mestre. O portão é da sua autoria e concepção. Todas as janelas são de guilhotina, excepto as do R/c do n.º 11/A. A escada do R/c para o 1.º andar evolui “em caracol” para aproveitamento do espaço. As paredes são de cimento com duplo revestimento para conservação e estabilização da temperatura. O tecto do atelier é constituído por uma grande superfície de envidraçado ladeada por placas de fibrocimento apoiadas em duas vigas de    ferro  em forma de H. O tecto da galeria, em placas de vidro com 0,60 cm2 têm uma cobertura de vidro em forma de clarabóia para dar luminosidade às esculturas. Existe no imóvel uma cave dividida em 3 compartimentos para depósito de excedentes. De salientar que nas plantas do conjunto e no testamento do Mestre existe a clara descrição da sua vontade em que todo o conjunto fique como já se encontra delineada para transformação da casa de habitação para escritório do Museu e gabinete do conservador quando as portas forem definitivamente abertas ao público, incluindo a actual sala de jantar para biblioteca e o quarto de dormir junto ao W.C. para Sala de espera. Todo este conjunto virá, tal a sua vontade a ter a actual nomenclatura de Casa-Museu Mestre João da Silva. Carlos Cabaço
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Carris – Autocarros - 706, 758, 773
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