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Edifício da Avenida Defensores de Chaves, 27
“Dispensário de Alcântara” 
Dispensário de Acântara 
Em vias de classificação 
“Dispensário de Alcântara”  - Finais do Séc. XIX. 
Edifício na Avenida Infante Santo n.º 3 e rua Tenente Valadim/Freguesia dos Prazeres 

Trata-se de um pavilhão situado em gaveto entre a Av. Infante Santo e a Rua Tenente Valadim, edificado sobre uma elevação produzida artificialmente com material retirado aquando da escavação do leito daquela Avenida na encosta existente. É de construção mista de ferro e alvenaria, possuindo um vão central iluminado por clarabóias abertas sobre varandim e balaustradas sobre estrutura em ferro.

No exterior apresenta panos de alvenaria, pintada a tom de ocre, rasgada por janelões dispostos “ao alto”, quer simples quer duplos, rematados superiormente por vergas que se prolongam para baixo (pingentes) nas ombreiras, sobre um duplo soco em pedra em calcário de tipo “Azulino”, bujardado na sua secção inferior e onde se inscrevem outras fenestrações; pequenos rectângulos na fachada principal que se encontram gradeados, janelas de maior dimensão e com as vergas em arco, na empena que dá para a Rua Tenente Valadim, a Sul, estas providas de caixilharias de madeira, sendo que algumas se apresentam protegidas por telas de rede.

As cimalhas das fachadas, apresentam frisos salientes a todo o perímetro do edifício, sobrepujados por platibandas que se elevam nos topos das alas interiores, e onde se inscrevem janelões semicirculares.

A porta principal configura-se em arco de volta inteira, está centrada na fachada e ostenta um pórtico em arco abatido que lhe remata o coroamento sobre métopa onde se inscrevem letras em bronze com a designação do edifício. No interior, a compartimentação é efectuada através de paredes de alvenaria e de tabique, apresentando lambris de azulejos, de acordo com as funções higio-sanitárias previstas e circunda um vão central iluminado pelas clarabóias. Duas das suas empenas (a Norte e a Oeste) confinam com um logradouro onde existem alguns exemplares arbóreos e que dá para as traseiras dos prédios do quarteirão onde se insere.

No quadrante Oeste, o pavilhão prolonga-se e apresenta ao nível do piso superior um terraço virado a Sul, do qual outrora terá sido possível visualizar o Tejo e beneficiar dos ares marítimos que o bafejavam; existe no Museu da Farmácia um painel de azulejos onde se representa a Rainha D.ª Amélia nesse mesmo terraço, em visita a este Dispensário. À época da sua edificação, (finais do Séc. XIX) corria o “gosto” romântico, o qual conduziu a que muitos dos edifícios, pese embora as então novas tecnologias de construção em ferro e vidro, assumissem fisionomias que, simplificadas, senão no todo pelo menos em parte, remetessem para tempos passados, o que transparece no caso presente, com a inclusão do tradicional soco em pedra e através do tratamento das guarnições dos vãos exteriores. Trata-se assim de um equipamento de características singulares como já deverão subsistir muito poucos no território deste Município. Carlos Cabaço e João Reis

 

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