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Edifício da Avenida Defensores de Chaves, 27
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O Interesse Cultural Municipal é o interesse Cultural relevante para o Município, e por consequência, para os munícipes. O interesse do Município representa o interesse consensualmente aceite dos munícipes e cidadãos delegado democraticamente naquele.

Se ao criador ou autor do imóvel ou do conjunto presidia uma determinada ideia de habitat ou de cidade, respectivamente, assim como uma ideia subjacente, um Ideal, uma Utopia expressa ou inconsciente das interacções sociais e económicas, do lado dos habitantes, dos munícipes e dos cidadãos a ideia própria dessa percepção nem sempre coincidia com a dos planeadores iniciais. É uma ideia que, uma vez proclamada e uma vez materializada, evolui na diacronia, plasmando-se nessas percepções e ganhando, por virtude desse movimento, uma “vida subjectiva própria”, quer dizer, inerente a cada sujeito que sente e vive a cidade a seu modo. Numa palavra, a obra, a criação o conceito, escapa aos seus criadores. É obra também das vicissitudes e dos imponderáveis. Quem vive a cidade e quem a habita torna-se parte integrante da mesma, acrescentando-lhe um universo de emoções e de vivências. A soma da memória dessas pode constituir parte do património da Cidade. Seja ele imaterial ou materializado num monumento que narra uma Epopeia, seja ele materializado numa casa modesta mas que serviu de inspiração à criação de um mundo condensado numa obra literária ou artística. Poderá ser um imóvel imponente ou não, mas que serviu de palco a decisões que alteraram o curso da História. Seria um imóvel que se caracterizaria por possuir aspectos artísticos e arquitectónicos exemplares únicos, raros e em risco ou não de perderem para sempre. Podem ser festividades religiosas ou profanas que estruturaram os espaços. A palavra latina monumentum remete para a raiz indo-europeia men, que exprime uma das funções essenciais da mente (mens), a memória (memini). O verbo monere significa “fazer recordar”, donde “avisar”, “iluminar”, “instruir”. O monumentum é um sinal do passado. É tudo aquilo que pode evocar o passado e perpetuar a recordação. Numa casa, num palácio, numa Igreja ou num antigo quartel.

A Cidade hierarquizada é palco do movimento e do jogo de forças ascendentes e descendentes na Cidade (do poder, sociais, económicas ou culturais) e do modo como aquelas desempenham um papel essencial na disposição sincrónica dos seus elementos. Sejam eles dos mais emblemáticos aos menos marcantes. Finalmente, a Cidade, e principalmente a Cidade - Capital é o lugar onde tudo se amplifica.

   
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