Câmara Municipal de Lisboa:
Pesquisar neste site: 
Placa evocativa a Fernando Pessoa
Início > Arte Pública > Placas evocativas > Perguntas Frequentes
 
Perguntas Frequentes
Existe de facto um conjunto de lápides que deixaram de ser recolocadas depois dos edifícios serem demolidos. Foram desaparecendo das fachadas, aquando da alteração ou remodelação das casas. É uma pergunta que exige uma reflexão profunda. Depende a meu ver dos casos concretos. De facto, em muitos desses exemplos, o lugar simbólico como memória não deixa de ser importante, mesmo sendo uma passagem transitória da personagem, sobretudo quando estamos a estudar a área das figuras dos poetas e escritores, porque existem obras sobretudo no campo literário e poético onde o lugar em que o escritor se encontra e vive num determinado período assume uma importância fulcral. Não é perante estarmos numa outra casa que a simbologia do lugar deixa de existir. O desaparecimento de uma das placas comemorativas que levantou grande celeuma foi a lápide que evocava o escritor, poeta e dramaturgo Almeida Garrett que se encontrava no edifício na Rua Saraiva de Carvalho, nº 68, em Campo de Ourique, assinalando a sua morte em 1854. Para acentuar a sua importância importa assinalar que esta placa tem a particularidade de ser inteiramente artística nos seus elementos compósitos, criando e atingindo mesmo uma certa profundidade nos símbolos esculpidos, como a delicadeza de um cortinado em pedra rendilhada, agarrado com borlas nos cantos superiores, apresentando no seu centro, o desenho de uma lira. Penso que, por exemplo, neste caso, deveria estudar-se num local próximo da nova urbanização construída um espaço para ser recolocada.
Existem algumas, mas podemos referir que representam casos pontuais. O mais revelador e mais significativo é o caso do Poeta Fernando Pessoa que teve a particularidade de viver e permanecer provisoriamente por dezoito casas diferentes na Cidade de Lisboa. Para além da placa que se encontra onde o poeta nasceu, existe outra na Rua de São Bento, nº 17 e no Jardim Teófilo Braga (antigo jardim de Campo de Ourique) sobre o mesmo poeta, onde nesta última surge escrito o poema da sua autoria «O Poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente…». Sobre o escritor José Gomes Ferreira, aparecem duas placas evocativas: uma na Av. do Rio de Janeiro, nº 33 e a segunda na Rua João Pereira Rosa, nº 6. Sobre a figura de Amália Rodrigues bem como do Poeta Luís de Camões estão assinalados nas respectivas fachadas duas placas evocativas no mesmo local. Outrotanto, está previsto um terceiro trabalho sobre esta fadista uma outra referência à mesma figura para a fachada da Rua de São Bento, onde viveu ultimamente. Sobre o acontecimento da República, é de referir duas placas evocativas em fachadas diferentes, mas em zonas próximas. Relativamente a Sacadura Cabral e Gago Coutinho é de mencionar a existência de três placas evocativas: duas na mesma fachada na Rua da Esperança e a terceira num edifício na Calçada da Ajuda. Quanto à figura do Almirante Barroso, é de mencionar duas placas na mesma fachada na Rua Garrett, nº 13-23 e a terceira, implantada em 2004, na mesma zona, nas Galerias Garrett. Sobre Sacadura Cabral e Gago Coutinho é de destacar duas placas de períodos e géneros diferentes na mesma fachada na Rua da Esperança, nº 164, que pertence à Freguesia de Santos – o - Velho. A mais antiga, data de 1922, concebida em pedra e a mais recente foi inaugurada em 27 de Março de 1997, realizada em latão polido, com gravação em baixo-relevo a preto. Na fachada do edifício da Calçada da Ajuda, nº 27, aparece uma referência a Gago Coutinho, placa implantada a 17 de Fevereiro de 1952. Esta problemática vai também ao encontro da construção de um conjunto de estátuas e monumentos escultóricos dedicados à mesma figura homenageada espalhados por vários locais na Cidade de Lisboa. E existem exemplos suficientes onde isso se verifica, a saber, o caso dos Poetas e Escritores «Fernando Pessoa»; Luís de Camões; Gil Vicente; Eça de Queirós, Antero de Quental, entre outros.
Existem de facto, pontualmente casos concretos onde o nome atribuído a uma rua com a sua placa toponímica coincide com a lápide evocativa à mesma personalidade que se encontra na fachada de um edifício. Por exemplo, foi descerrada a placa comemorativa do Maestro Pedro de Freitas Branco, no dia 31 de Outubro de 1967, quatro anos depois da sua morte, no prédio nº23 da Rua da Fábrica das Sedas, rua que pertence à Freguesia de São Mamede. A partir do ano de 1968, a placa toponímica dessa rua passou a ter o nome de Pedro de Freitas Branco. Na placa comemorativa a José Dias Coelho descerrada na Rua da Creche, na freguesia de Alcântara. Através de um edital datado de 17 de Fevereiro de 1975, essa mesma rua passou a ter o nome do homenageado. Um terceiro exemplo, tem a ver com a placa de chão, de configuração circular, dedicada aos Timorenses, inaugurada em 1992, em memória às vítimas do Massacre de Dili, ocorrido a 12 de Novembro de 1991, foi colocada precisamente na Praça Cidade de Dili, nome toponímico atribuído por edital de 11 de Julho de 1970, situado na Freguesia de Santa Maria dos Olivais. E, finalmente temos o caso da lápide, inaugurada a 30 de Abril de 1919, em homenagem à figura de Júlio de Castilho, escritor e olisipógrafo, situada no prédio da Rua Pena Monteiro, nº 26 tornejando com o Largo Júlio de Castilho, pertencente à freguesia do Lumiar.
Temos um exemplo significativo e bastante recente que foi a escolha e planeamento do espaço para a peça escultórica «Hommage à Pessoa» de Jean-Michel Folon, inaugurada a dia 13 de Junho de 2008, implantada no Largo de São Carlos, local precisamente onde se encontra a placa evocativa na fachada do edifício onde o poeta nasceu.

Envie-nos uma mensagem com a sua questão para dmc.dpc@cm-lisboa.pt

© 2008 Câmara Municipal de Lisboa
União Europeia - FEDER
POS_Conhecimento
Câmara Municipal de Lisboa