Monumento de homenagem a Rosa Araújo, vereador e presidente do Município nos anos 70 do século XIX. Foi o grande impulsionador da abertura da Avenida da Liberdade que tomando o lugar do Passeio Público permitiu o crescimento da cidade para norte e a implementação das teorias urbanas de Haussman e dos higienistas franceses. Estas teorias foram levadas à prática pelo engenheiro Frederico Ressano Garcia, na época engenheiro da Repartição Técnica da Câmara Municipal de Lisboa e responsável pelo Plano Geral de Melhoramentos da Capital. A abertura da nova avenida, teve início em 1879 atingindo a zona do Marquês de Pombal em 1895.O monumento memória de 1936, constitui uma obra tardia do escultor Costa Motta (sobrinho), reflectindo uma resposta convencional à encomenda oficial, denotando ainda, o apreço pela linguagem Arte Nova que o marcara no início da sua carreira. O busto de dimensão reduzida, retrata de forma realista a fisionomia do homenageado, assentando em pedestal de linhas direitas e formais, formalidade essa quebrada pela figura feminina marcadamente curvilínea e ascensional numa atitude alegórica da cidade em agradecimento ao impulsionador do seu crescimento. Claramente identificamos dois ritmos e duas linguagens que se completam no seu antagonismo. De um lado o pedestal e busto, imbuídos de um ritmo austero, formal e rectilíneo, de outro, a alegoria naturalista e idealizada da figura feminina coroada, simbolizando a cidade com o seu elemento heráldico, a coroa. Uma sensualidade marcada pelos panejamentos que identificamos com as águas do Tejo, elementos vegetais recorrentes da referida gramática Arte Nova, aludem à fertilidade do período da história urbana da capital marcado pela figura homenageada. Álvaro Tição
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