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Estatuária e Escultura - Neptuno
Marquês de Pombal 
 
Marquês de Pombal  ( 1926  - 1934 ) Marquês de Pombal 
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A Rotunda do Marquês de Pombal nasceu do prolongamento da Av. da Liberdade, o antigo Passeio Público pombalino. No Plano de Ressano Garcia (1847-1911), executado nas primeiras décadas do séc. XX, aquela Avenida tinha deixado de ser um fim em si mesma, desaguando agora na nova Rotunda, a primeira de distribuição, que iria estruturar o espaço da nova cidade, para Norte. O Monumento a Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e ministro do Rei D. José tem origem nas comemorações evocativas do centenário da sua morte, em 1882.

Os autores foram os arquitectos Adães Bermudes e António do Couto e os escultores Simões e Leopoldo de Almeida e Francisco Santos. Do alto da nova rotunda Pombal contempla a Baixa. Protagonista da reconstrução de Lisboa, transformara-a numa cidade moderna após o Terramoto de 1 de Novembro de 1755 e do incêndio que se lhe seguiu.

Dele ficou célebre a frase que se lhe atribui, logo a seguir à catástrofe: «enterrar os mortos e cuidar dos vivos». No monumento inaugurado em 1934, o estadista apresenta-se ladeado pelo leão, animal que simboliza a força, a determinação e a própria realeza. Cerca de 35 metros abaixo, na frente, está Marianne, de barrete frígio, com o símbolo das quinas na proa do navio que podia ser a Nação, liderando-a. Nas esculturas alegóricas, destacam-se: o Terramoto; a reconstrução da cidade de Lisboa; a agricultura; a pesca e Minerva, a deusa da Ciência, da Indústria e das Artes. Na base inscrevem-se as reformas realizadas e os bustos dos colaboradores do Marquês. A sua figura voltou a ser polémica já entre o final do século XIX e o início do século XX por ter expulsado os Jesuítas, por ter transformado a Inquisição em Tribunal Régio, e até por ter exibido um protagonismo superior ao do próprio Rei. Naquele período, era apresentado ora com uma postura anticlerical, modernizadora, precursora do liberalismo e até da democracia, ora como uma personalidade intolerante por ter perseguido a religião, incitar ao laicismo ou apelar à revolução. Carlos Cabaço

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