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Estatuária e Escultura - Chiado
 
Jean-Michel Folon 
 
Nascido no ano de 1934 em Uccle, nos arredores de Bruxelas, Jean-Michel Folon interrompe o curso de arquitectura para se dedicar ao desenho, partindo para Paris com esse intuito. Todavia, será nos EUA que as suas primeiras criações obtêm algum reconhecimento ao serem publicadas pelas revistas Horizon, Esquire e The New-Yorker. Na segunda metade da década de 60, realiza a sua inaugural exposição em Nova Iorque e principia os trabalhos de ilustração, registo a que se dedicará durante toda a sua carreira, sobre obras de grandes vultos da literatura mundial, como Kafka, Borges, Prévert, entre outros. Em 1970, participa na Bienal de Veneza, no pavilhão da Bélgica, e três anos depois integra igualmente a representação daquele país na Bienal de São Paulo, sendo então agraciado com o Grande Prémio. Durante o decénio, multiplicam-se as exposições na Europa, Japão e Estados Unidos, executa pinturas murais e cria cenários para teatro já no começo dos anos 80. No dealbar da década seguinte, organiza uma mostra no Metropolitan Museum of Art de aguarelas e gravuras e concebe as suas primeiras esculturas em bronze, trabalhando igualmente sobre a objectualidade. Depois de ter laborado em distintas técnicas e suportes, como a colagem, a gravura, a joalharia, a tapeçaria, o vitral, a animação, dedica-se cada vez mais ao registo escultórico que mostra pela primeira vez na La Pedrera, edifício gizado por Gaudí, em Barcelona. Constitui a Fundação Folon em 2000 e, no ano seguinte, a Câmara Municipal de Lisboa organiza, no Castelo de S. Jorge, uma mostra de escultura urbana da sua autoria, expondo simultaneamente “Hommage a Pessoa”, sob o Arco da Rua Augusta, peça que a edilidade acaba por adquirir. Jean-Michel Folon falece em 2005, no Mónaco, onde residia.

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