
Os avanços científicos e tecnológicos propiciaram formas mais rápidas e inovadoras de informação. Num contexto de globalização, o
design gráfico, actualmente entendido como
design de comunicação,
aproveita tendências e técnicas para promoção de produtos e serviços. Neste contexto, o azulejo continua a persistir entre nós, renovado pela criatividade artística, como um dos veículos da dialéctica identificativa, descritiva, informativa, publicitária, surgindo amiúde no meio urbano e subsidiário da arte pública. Sublinhe-se o carácter interventivo do azulejo gráfico, informando e estimulando o pensamento de transeuntes nas estações do Metropolitano. A sua utilização na evocação de figuras relevantes nacionais, como no Monumento a Almada Negreiros, na Avenida Duarte Pacheco, e no revestimento da abóbada do túnel de acesso ao Pátio do Tronco, alusivo a Camões, realizados por Leonel Moura na década de 90, ou ainda, mais recentemente, o Memorial ao Padre António Vieira, na Calçada do Correio Velho, são testemunhos dessa faceta.