
O gosto mundano do início do novo século é marcado pela gramática Arte Nova, de formas orgânicas, cores exuberantes e sugestiva sensualidade plástica. Em Portugal, é através do azulejo que este gosto melhor se faz sentir. Pequenos industriais e comerciantes procuraram expandir os seus negócios, atraindo clientes com letreiros e anúncios que aproveitam a nova estética, integrando-os em leitarias, padarias, garagens, quiosques, entre outro tipo de lojas. Paralelamente, coexistia uma corrente historicista, de feição tradicional e nacionalista, eivada ainda de um certo romantismo, destacando-se Jorge Colaço, com azulejos tipo “bilhete-postal”, que ilustram estações de caminho-de-ferro, lojas e mercados.