Nasceu em Estremoz, em 1930. Frequentou a Escola de Artes Decorativas de António Arroio e a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde realizou o Curso de Pintura, e na qual, mais tarde viria a leccionar. A partir de 1950, começou a ganhar notoriedade nas exposições colectivas da Sociedade Nacional de Belas Artes, ou em mostras individuais, para públicos nacionais e estrangeiros, integrando o movimento neo-realista. Consciente da função social da arte, diversificou a intervenção artística por diversas áreas, como pintor, gravador, designer gráfico e de equipamento, tendo também realizado trabalhos no campo da tapeçaria e da cerâmica.
Na vertente azulejar é o único que, para além de Maria Keil, trabalhou no programa decorativo das estações pertencentes à primeira fase de construção da rede do Metropolitano de Lisboa, designadamente, na da Avenida (1959). Ainda no âmbito da arte pública, são-lhe encomendados outros trabalhos, como é o caso de uma série de painéis em azulejo, sobre o tema da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, ofertados pelo Metro à empresa congénere de Santiago do Chile, para a Estação de Santa Lucia (1996). Idêntico tema serviu de mote à execução do painel de azulejos “Mestre Andarilho”, para o novo Fórum Municipal Romeu Correia em Almada (1997). No Japão, no Arquivo Nambam de Usuki, expõem-se também painéis de azulejos, do artista. Rogério Ribeiro faleceu em Lisboa, em 2008, sendo à data director da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea de Almada.