Nasceu em Silves, em 1914. Estudou Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo sido discípula de Veloso Salgado. Em 1933 casou com o arquitecto Francisco Keil do Amaral. Fez parte de uma «segunda geração» do movimento modernista português, sendo as suas composições caracterizadas por rara sensibilidade e formas estilizadas. A sua abrangente actividade artística distribuiu-se pela pintura, publicidade, ilustração, tapeçaria, design de mobiliário, decoração, cenografia e azulejaria. Participou no Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris (1937) e colaborou na Exposição do Mundo Português (1940). Recebeu o Prémio Revelação Amadeu de Sousa Cardoso, do Secretariado da Propaganda Nacional (1941). Esteve presente com trabalhos em diversas exposições em Portugal e no estrangeiro.
No final da década de 50, desempenhou um papel importantíssimo no contexto da arte pública, criando um programa decorativo com azulejos, marcadamente abstracto, mas reinterpretando aspectos da azulejaria portuguesa (como o conceito de padronagem), para o revestimento de dez das onze estações inaugurais do Metropolitano de Lisboa, respectivamente, Entre Campos, Campo Pequeno, Saldanha, Picoas, Rotunda, Parque, S. Sebastião, Palhavã, Sete Rios e Restauradores. Nas décadas seguintes, entre 1963 e 1972, continuou a colaborar com o Metro, com novas criações azulejares para as estações do Rossio, Socorro, Intendente, Anjos, Arroios, Areeiro, Roma e Alvalade. Marcante também na reintegração do azulejo na paisagem urbana é a composição mural da Avenida Infante Santo (1959). Muitas outras encomendas na área azulejar para integração em obras arquitectónicas, pedidas à artista, podem ser referidas, sendo de salientar no estrangeiro, os revestimentos da Aerogare de Luanda (1956), as delegações da TAP em Paris (1956) e em Nova Iorque (1967). Reconhecendo o mérito da sua obra, o Museu Nacional do Azulejo dedicou-lhe uma retrospectiva (1989).