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Mercado Municipal do Lumiar, Teresa Cortez, 1993
 
Manuel Cargaleiro (1927) 
 
Nasceu em 1927, em Vila Velha de Ródão. Salienta-se como ceramista e pintor, caracterizando-se a sua obra de vivo cromatismo, pela feição abstracta ou geometrizante. Ingressou no curso de Geografia e Ciências Naturais da Faculdade de Ciências de Lisboa (1946), altura em que optou por seguir as artes da pintura e cerâmica, começando a pintar azulejos nas olarias de Flor da Rosa e do Monte da Caparica. Participou no I Salão de Cerâmica do Secretariado Nacional de Informação (1949). Foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Cerâmica (1954), tendo no mesmo ano começado a leccionar na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Recebeu uma bolsa do Governo Italiano, através do Instituto de Alta Cultura, para estudar cerâmica em Faenza, Roma e Florença (1957), instalando-se nesse mesmo ano em Paris. Teve também uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, que lhe permitiu estagiar na Falencene de Gien (1958). É fecunda a sua criação azulejar, realizada na Fábrica Viúva Lamego, destacando-se, os exemplos das estações do Metropolitano de Lisboa, designadamente: a Estação do Colégio Militar (1987), com dois painéis de forte policromia e carácter abstracto, que sugerem casario e flores, e com um programa decorativo para o revestimento, repetindo motivos que evocam e recriam a figura avulsa e a "ponta de diamante"; a Estação do Rato (1997), recoberta com figuras geométricas de "baixo-relevo", e a caixa de elevador, no acesso exterior, com padrongem geometrizada, definindo folhagens de expressivas cores e belo efeito plástico. Refiram-se ainda, entre outros, os trabalhos onde reassume o azulejo de fachada: num prédio da Rua de S. Bento (1985) com uma decoração em xadrez, e no Institut Franco-Portugais, na Avenida Luís Bívar (1984), com azulejos de oito tons de branco, que conjugam entre si, cambiantes criados pela luz, realçando a arquitectura da construção. O seu vasto espólio, por acordo entre o Município de Castelo Branco e a Fundação Manuel Cargaleiro, ficará patente nesta cidade. O reconhecimento da sua obra é testemunhado pela atribuição em Portugal e no estrangeiro, com prémios e altas distinções. Recentemente, uma emissão filatélica foi dedicada à sua cerâmica (2007). Entre as instituições onde trabalhos seus se encontram representados, conta-se o Museu Nacional do Azulejo.

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