Nasceu no Consulado de Portugal em Tânger, Marrocos, em 1868, tendo falecido em Caxias em 1942. Veio a estudar Arte em Madrid e em Paris onde foi discípulo de Ferdinand Cormon. Colaço dominou de forma exímia o desenho, recurso artístico que utilizou na caricatura, na pintura e, principalmente, no azulejo. A sua pintura esteve representada na 7ª Exposição do Grémio Artístico (1897) e na 1ª Exposição da Sociedade Nacional de Belas-Artes (1901), vindo a ser Presidente desta última instituição (1906 a 1910). Foi galardoado com a 1ª medalha em caricatura na Sociedade Nacional de Belas Artes e a medalha de honra na Exposição Portuguesa no Rio de Janeiro (1908).
Desde os anos finais do século XIX até 1923 trabalhou na Fábrica de Louça de Sacavém, tendo colaborado depois, até à data da sua morte, na Fábrica de Cerâmica Lusitânia e na Fábrica Lusitânia de Coimbra. É de assinalar a sua capacidade inovadora de processos, sendo dos primeiros a utilizar a técnica da serigrafia aplicada a azulejos. Contudo, o método mais utilizado pelo artista consistiu na transposição para o azulejo de uma pintura aplicada sobre o vidrado incolor já cozido, que depois era submetida a uma segunda cozedura, permitindo obter, consoante o pretendido, efeitos aguarelados, ou resultados semelhantes aos da pintura a óleo. A azulejaria de Colaço, preferencialmente pintada em azul e branco, filia-se nas correntes historicista (inspirando-se em temas da Idade Média e da época manuelina) e tradicionalista (exaltando os costumes da vida rural).
Está representado em muitos edifícios públicos nacionais e estações de caminho de ferro, sendo de salientar: em Lisboa, os painéis de azulejos do Pavilhão Carlos Lopes (1922), da Academia Militar, da Casa do Alentejo (1918) e da loja A Merendinha; no Porto, os da Estação de São Bento (1915) e o revestimento exterior das Igrejas de Santo Ildefonso (1932) e dos Congregados (1929); no Luso, a decoração do Palace-Hotel do Buçaco (1907). Obras da sua autoria podem ainda ser apreciadas no estrangeiro, designadamente, no Palácio de Windsor em Inglaterra, na Sociedade das Nações em Genebra, na Argentina, no Brasil, em Cuba, entre outros lugares.