Pintor suíço radicado em Portugal em 1928 que desempenhou um papel decisivo no desenvolvimento das artes gráficas do país. Antes da sua chegada, havia completado, em Zurique, o Curso de Ourivesaria na Escola de Artes e Ofícios. Integrou o grupo de artistas decoradores do Secretariado da Propaganda Nacional, promovido em 1933 por António Ferro, depois transformado em 1944 no Secretariado Nacional de Informação. Nesta qualidade trabalhou na Exposição Colonial Portuguesa (1931) e na Exposição Internacional (1937), realizadas em Paris, na Exposição Internacional de Nova Iorque (1939) e na Exposição do Mundo Português (1940). Em 1944, juntamente com outros artistas, colaborou na decoração de diversos pavilhões da Feira Popular, representativos da Junta Nacional do Vinho, do Instituto Português de Conservas de Peixe e da Junta Nacional de Cortiça, tendo neste âmbito executado cartazes publicitários.
A sua incursão na área azulejar, na qual não tinha formação, é de menor fôlego, sendo os seus projectos realizados pela Fábrica Viúva Lamego. Cabem nesta vertente cerâmica, entre outros exemplos, as lambrilhas com motivos populares, patentes nas exposições e usadas em lojas e escolas, os desenhos dos revestimentos azulejares para a sede da Soponata, na Rua do Açúcar (1950) e das fachadas laterais da Reitoria da Universidade de Lisboa (finais de 50), bem como os painéis de azulejos, informativos, nos miradouros de S. Pedro de Alcântara (1962), de Nossa Senhora do Monte (1963) e do Castelo de S. Jorge (1963).